Como Escolher Litúrgicamente o Canto do Glória(Hino de Louvor)

Como Escolher Canto do Glória(Hino de Louvor) Litúrgicamente
O Hino do Glória é cantado logo após o Ato Penitencial. Alguns celebrantes costumam convidar os fiéis a entoarem o Glória, apesar disso não ser previsto em lugar nenhum. Mas é bom estarmos atentos e esperar alguns segundos ao término do Ato Penitencial, e assim iniciar o canto do Glória.

A Instrução Geral nos diz claramente no numero 53 que o texto do Glória não pode ser substituído por outro texto ou outro canto. Em seguida explica que o celebrante entoa o glória, podendo também ser um cantor ou o coral, e a assembleia segue cantando. Mas a Instrução também afirma que pode se cantar alternando com o povo e o coral ou apenas pelo coral.

A questão da entoação do Glória que a Instrução cita, isto é, cantar a primeira frase “Glória in excelsis Deo”, refere-se em geral às missas gregorianas. Nas melodias que são mais populares, geralmente essa entoação não existe, mas nada impede de ser feita.

No entanto, é de extrema importância que se mantenha a letra original, pois o canto do Glória não é simplesmente um “hino de louvor”, pois durante este hino, além de render glória a Deus nós também pedimos a paz, nós novamente pedimos perdão e pedimos que Nosso Senhor atenda nossas súplicas. Portanto, aqueles cantos que surgiram nos anos 70 e 80 que trazem apenas um simples louvor trinitário são completamente inadequados.

É claro que muitas das versões que encontramos do Glória nem sempre seguem estritamente a letra original, pois é comum que durante a composição o autor precise usar algum sinônimo, incluir ou suprimir palavras, mas tentando não mudar o sentido. No entanto, quanto mais fiel ao original, mais adequado é o canto.

Músicas tradicionais como: "...Glória, glória ao Pai o Criador, ao Filho Redentor, e ao Espírito glória!..." não é o indicado para ser usado para a glorificação durante a Celebração, pois além de ser trinitário, é o que alguns chamam de: "Glorinha", pois sua letra é reduzida e afastada do texto original.

Além de versões de melodias que trazem o texto inteiro seguido, sem estrofes ou refrões, têm se popularizado bastante as melodias do Glória com um refrão do início do texto, com o restante do texto dividido em três ou quatro estrofes, cantado de forma recitativa, como o Glória do Mons. Marco Frisina da Missa Pane di Vita Nuova. A vantagem deste tipo de canto é que as estrofes recitativas impedem que o canto fique exageradamente acelerado e animado, mantendo assim a sobriedade que a música sacra exige.

Porém, até pouco tempo atrás se tinha no Brasil a ideia de que o canto do Glória deveria ser bastante animado e festivo, mas os compositores tinham muita dificuldade de compor com o texto original do Missal Romano, e por isso começaram a surgir os mais variados absurdos. Para contornar isso, a CNBB aprovou uma versão com base no texto original, porém com estrofes rimadas e um refrão, que ficaria mais fácil para os compositores. E surgiram diversas melodias com esta letra da CNBB, que é permitida apenas no Brasil:

1. Glória a Deus nos altos céus,
paz na terra a seus amados
A vós louvam rei celeste,
os que foram libertados

2. Deus e pai nós vos louvamos,
adoramos, bendizemos
Damos glória ao vosso nome,
vossos dons agradecemos

3. Senhor nosso, Jesus Cristo,
Unigênito do Pai
Vós de Deus Cordeiro santo,
nossas culpas perdoai

4. Vós que estais junto do Pai,
como nosso intercessor
Acolhei nossos pedidos,
atendei nosso clamor

5. Vós somente sois O Santo,
o Altíssimo Senhor
Com o Espírito Divino
de Deus Pai no esplendor!
 

Exemplos de Canto do Glória



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