Canto Suplementar: Esta categoria inclui canto para os quais não há textos específicos previstos. A rigor, são elementos facultativos da celebração, e nem precisam ser falados ou cantados.
Canto final ou de despedida
Deve haver canto final?... Normalmente, não tem sentido. A reforma conciliar pôs o "Ide em paz" como última fórmula da celebração, e seria ilógico um canto neste momento, pois a assembléia está dispensada. O ideal seria o próprio "Ide em paz", ou fórmula que lhe corresponda, ser cantado pelo diácono ou cantor e respondido pelo canto da assembléia que se vai. Durante a saída do povo, o mais conveniente seria um acompanhamento de música instrumental. Se em alguma ocasião parecer oportuno um "canto final", por exemplo o hino do Padroeiro ou Padroeira na sua festa, ou hino em honra da Mãe do Senhor em alguma de suas comemorações, que ele seja cantado com a presença de todo o mundo, logo após a benção, antes do "Ide em paz".
A bênção final não é o fim, mas início da grande missão do cristão: ir anunciar o boa nova a toda gente. A despedida da assembléia ocorre a fim de que todos voltem às suas atividades louvando e bendizendo o Senhor com suas boas obras.
Portanto, é um momento de alegria, onde desde já se fica na ânsia de voltar à casa do Senhor para a “pausa restauradora” , que é o sacrifício dominical da Santa Missa.
Lembrando que, como podemos ler na Instrução Geral do Missal Romano, os cantos da missa podem ser cantados apenas pelo côro, isso é lícito e prescrito nas normas litúrgicas da Igreja. Contudo, a maior parte das comunidades do nosso país pede que os cantos sejam também cantados pelo povo, e nesse caso temos duas alternativas: Ou cantamos sempre a mesma coisa ou ensinamos o povo a cantar músicas novas, e eu acho que a segunda opção é a mais apropriada.
Muitas comunidades introduziram a oração da Ave Maria ou uma antífona mariana, como a “Salve Regina” (Salve Rainha) ou outra antífona conhecida. Isso ganhou mais peso com o dado devocional de Papa Francisco após a Missa, de rezar aos pés da imagem de Nossa Senhora.
Nada contra esta prática, desde que se considere que a mesma aconteça depois da bênção final. A questão é teológica-litúrgica. Na celebração litúrgica a Igreja dirige suas preces, louvores e adoração unicamente ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Não dirige a Nossa Senhora e nem aos santos e santas. Por isso, seja observado este princípio (inclusive na Oração dos fiéis) e preste-se homenagem a Nossa Senhora (ou a algum santo ou santa) depois da bênção final.




