Como Escolher o Canto Cordeiro de Deus

Como Escolher o Canto Cordeiro de Deus

Função: Este canto litânico acompanha o partir do pão, antes de se proceder a sua distribuição. Não deve ser usado como se fosse uma maneira de encerrar o movimento criado na assembléia durante o abraço da paz.

Significado Litúrgico: Após a saudação da paz, o sacerdote fraciona o pão (corpo) e o mistura-o no sangue. Neste instante ocorre à união do Corpo ao Sangue de Cristo, e todos participarão integralmente da comunhão deste corpo e deste sangue, mesmo recebendo apenas uma das espécies. Com esse gesto relembramos Cristo, na Ceia derradeira, bem como as celebrações das primeiras comunidades cristãs, que reunidas partiam o pão entre si, celebrando os mistérios da salvação. É importante ainda lembrarmo-nos da passagem em Emaús, onde os discípulos reconheceram o Cristo ressuscitado somente no momento da fração do pão.

Esse momento também é conhecido como a aclamação ao Cordeiro de Deus ou ao Agnus Dei, segundo a liturgia antiga.

Após o ato da fração do pão, todo o povo repete as invocações de João Batista, que mostrou ao mundo o Cordeiro de Deus, aquele que superara todos os sacrifícios, aquele que fora imolado, remindo toda a humanidade consigo: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira todo o pecado do mundo!” (Jo 1,29-36).

O termo “cordeiro de Deus” faz alusão ao antigo ritual dos judeus que matavam, em sacrifício de louvor a Deus e em reparação de seus pecados, um cordeiro primogênito (o primeiro da cria) para a expiação dos pecados. Isso era feito periodicamente em comemoração à páscoa (passagem) dos judeus libertos da escravidão do Egito. Este rito judeu era a imolação do cordeiro, onde este era morto, seu sangue aspergido e sua carne comida.

Com Cristo, este sacrifício assumiu um significado novo: Cristo, o primogênito de Deus, veio morrer em sacrifício para pagar, de uma vez por todas, o nosso pecado e nos deu sua carne e seu sangue como verdadeira comida e verdadeira bebida. Era deste cordeiro que João, o Batista, se referia: o Cordeiro de Deus!

Forma:A invocação e a súplica, eventualmente executadas de modo dialogado por um solista ou coral e a assembléia, podem ser repetidas quantas vezes o exigir a ação que acompanham, terminando sempre com a resposta: "Dai-nos a paz!".
Ao contrário do "Santo" e do "Pai-Nosso", o "Cordeiro de Deus" não é necessariamente um canto do povo e pode ser cantado apenas pelo coral.
Quem inicia esse canto não é quem preside, mas a assembléia (cantor, dirigente).
O ritmo e o modo de execução sejam condizentes com o sentido de invocação e súplica, próprios do canto do "Cordeiro de Deus", que só deve ser executado no momento de partir o pão eucarístico.

Dicas:Como já foi dito anteriormente o canto do "Cordeiro de Deus" não deve ser o término do "Canto de Paz". Há ai a necessidade de um intervalo de tempo entre a execução desses dois cantos.
O "Cordeiro de Deus" é muito mais importante do que o "Canto de Paz", que é algo sobressalente e dispensável. Portanto se houver necessidade de escolha de execução entre esses dois cantos optem SEMPRE pelo "Cordeiro de Deus".
A execução desse canto deve se dar SOMENTE no momento do partir do pão eucarístico, feita pelo presidente da celebração (Só quando o presidente pegar o pão e o partir é que se deve entoar o canto).
A forma tradicional; "Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo tende piedade de nós (2x), Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo dai-nos a Paz", não é obrigatória. Impreterível é somente o término com; "Dai-nos a Paz".
Lembrem-se, cabe ao Ministério de Música iniciar esse canto!
Nada de fazer o presidente da celebração sair correndo pela Igreja, não utilizem o Canto do Cordeiro para por fim ao movimento do “Canto de Paz”. Só se inicie o canto quando o “corpo” de Cristo for fracionado por quem preside.Este canto é o próprio rito de aclamação à Fração do Pão e deve ser cantado integralmente, devendo ser iniciado justamente no instante em que o sacerdote toma nas mãos o corpo de Cristo, fraciona-o e põe um fragmento dentro do cálice.
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